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Em diversos
segmentos da sociedade, uma tatuagem é associada a alguma tribo. Se uma
pessoa tatua uma suástica, símbolo do nazismo de Hittler, é óbvio que ela
possui alguma simpatia por movimentos anti-semita. O signo da anarquia é
adotado por punks, caveiras por "metaleiros", e demônios por
anti-cristãos.
Mas cada desenho representa também a personalidade do indivíduo, e é através
dos estilos que é possível perceber como essa pessoa se comporta em relação
à sociedade.
Segundo estudos ( ... ) a tribal, etc
No mundo da marginalidade a tatuagem também possui um significado próprio.
Nos presidiários brasileiros a tatuagem funciona com código entre os
detentos, e dependendo do desenho, os outros presidiários podem saber se a
pessoa é perigosa, digna de confiança ou homossexual, além de indicar que
crime ele cometeu.
Na maioria das vezes essas tatuagens são feitas a força, principalmente
naqueles que são condenados por estupro ou crimes contra os costumes, que na
cela passam a ser tratados pelos outros como homossexuais de forma passiva.
Os materiais utilizados nessas ocasiões são rústicos, como pregos ou ponta
de caneta, e logo, não possuem um belo resultado.
Se o detento possui uma sereia, flores ou borboletas, significa que ele é
"homossexual". O desenho de um punhal cravado no cérebro, três
sepulturas, a imagem da Nossa Senhora da Aparecida e a cruz de carvalho
significam que o preso é confiável, e que não delata um companheiro, mesmo
sob tortura. Esses desenhos também designam os detentos de alta
periculosidade, como assaltantes a mão armada e assassinos. O desenho de uma
cobra tatuada significa que o detento é um traidor.
Algumas pessoas vêm em qualquer tatuagem um símbolo de marginalidade, mas a
história está tratando de virar a página. Ao contrário do que muitas
pessoas pensam, ela não nasceu nos cais de porto do mundo. Elas, na verdade,
sempre tiveram algum significado para os diversos povos que habitavam o
planeta.
E o único cadáver com mais de 5.000 anos totalmente preservado, uma múmia
congelada descoberta nos Alpes italianos em 1991, apresentava marcas na pele
do joelho, que teoricamente seriam tatuagens feitas por motivos religiosos.
Atualmente surgiu uma nova tese sobre essas marcas do nosso Homem do Gelo.
Estudiosos dizem que os buracos na pele podem ser resultado da técnica de
acupuntura para tratar de uma possível artrose. |