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O coração de Cristo suspira pela nação judaica. Jerusalém é a cidade
sobre a qual Jesus chorou (Luc. 19:41 ). Através dos séculos, a nação judaica
tem sofrido profundamente.
Fatos-chave na História dos antigos judeus:
1. Abraão foi chamado por Deus para ser o pai espiritual de Seu povo.
(2.000 a.C.) (Ver: Gên. 12:1-9).
2. Escravidão egípcia (Aproximadamente 1.875 a.C. a 1.445 a.C. – 430 anos) (Ver:
Exo. 12: 40 Gál. 3:17).
3. Moisés liberta Israel da escravidão egípcia (século XVI a.C).
4. Davi e o período mais glorioso da história de Israel. Durante o tempo
de seu reinado fez os preparativos para a construção do templo e Salomão, seu
filho, executou-a (1.000 a.C.).
5. Nabucodonosor atacou Jerusalém. Muitos dos jovens inteligentes hebreus,
incluindo Daniel, foram levados em cativeiro (605 a.C).
6. O cativeiro de Babilônia (605 a.C a 535 a.C.) (Ver: Dan. 9:1,2;2
Crôn. 36:21).
7. Ciro derrotou a Babilônia e autorizou que os israelitas regressassem em
liberdade ao seu país (538 a.C).
8. Destruição de Jerusalém por Tito (70 d.C.).
O
Judaísmo é uma crença monoteísta que se apóia em três pilares: na Torá, nas Boas
Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade, grande
parte de seus preceitos baseia-se na recomendação de costumes e comportamentos
"retos".
O
Deus apresentado pelo Judaísmo é uma entidade viva, vibrante, transcendente,
onipotente e justa. Entre os homens, por sua vez, existem laços fraternos, e o
dever do ser humano consiste em "praticar a justiça, amar a misericórdia e
caminhar humildemente nas sendas divinas".
A
prática da religião está presente no dia-a-dia do judeu. Ela se estende até sua
alimentação, que deve ser kosher, ou seja, livre de comidas impuras (certas
carnes, como a suína, entre outras substâncias, não são permitidas). Outro
hábito arraigado é a observação do Shabat, o dia do descanso, que se estende do
pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, e que é celebrado com
rezas, leituras e liturgias na Sinagoga, o templo judaico.
Em essência, o Judaísmo ensina que a vida é uma dádiva de Deus e, por isso,
devemos nos esforçar para fazer dela o melhor possível, usando todos os talentos
que o Criador nos concedeu.
As escrituras sagradas, as leis, as profecias e as tradições judaicas remontam a
aproximadamente 3 500 anos de vida espiritual. A Torá, que também é conhecida
como Pentateuco, corresponde aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento
bíblico (os outros dois são Salmos e Profecias). O Talmud é uma coleção de leis
que inclui o Mishná, compilação em hebraico das leis orais, e o Gemará,
comentários dessas leis, feitos pelos rabinos, em aramaico.
Subdivisões do Judaísmo
Judaísmo Conservador
Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da
cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações,
sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo
Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e
crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do
fiel.
Judaísmo Ortodoxo
Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em
sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas
e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.
Judaísmo Reformista
O
Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas
práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta
corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste
ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de
seu próximo, independentemente de crença ou nação.
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