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Em 625, Edwin, Rei da Nortúmbria, quis se
casar com Ethelburga, princesa de Kent.Porém, seu pai (o pai da princesa)
exigiu, como condição para conceder a mão da filha, que Edwin se deixasse
batizar e abrisse seu Reino para a conversão ao Cristianismo.Edwin então
consentiu que o pupilo de Santo Agostinho, o monge Paulino o batizasse em
York, no ano de 627. Depois disso, ele permitiu que Paulino pregasse para
o povo ao lado do palácio Real, na cidade de Yeavering, construindo,
inclusive, para Paulino uma igreja monumental em York (onde foi celebrado
o casamento). Em 633, Edwin morreu e seu filho, Oswald
ascendeu ao trono já sendo Cristão. Entretanto Paulino havia retornado
para Kent, então Oswald pediu que lhe fosse enviado outro missionário para
ocupar o lugar de Paulino. O enviado foi Aidan.No entanto, Aidan não
tinha uma formação sacerdotal nos moldes Romanos, ele era Celta e
pertencia ao Cristianismo das Igrejas Britânica e Celta (legadas pelos
Romanos).Aidan ergueu na ilha de Lindisfarne o Mosteiro de Lindisfarne,
além de convencer o Rei Oswald a construir vários Mosteiros por toda a
Nortúmbria (que fazia divisa com os Reinos Celtas e Pictos do
norte). |
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Rotas dos missionários
cristãos celtas e romanos durante
a missão de Santo
Agostinho |
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A influência de Aidan sobre o povo da Nortúmbria
foi tão grande que, com efeito, ele converteu o Reino ao Catolicismo. A Nortúmbria junto com os Celtas e o Reino de Kent evangelizaram toda a Inglaterra
e a Escócia, além de enviarem missionários para as ilhas próximas (conhecidas
como ilhas Britânicas). Em 664, em Whitby, na Nortúmbria, foi assinada a união
das Igrejas Católicas Celta e Romana. Toda esta explicação serviu para mostrar que em
793, quando os Vikings se dirigiram para a ilha de Lindisfarne, a Inglaterra já
era Cristã a algum tempo. Pois bem, num certo dia, logo depois do
amanhecer, aportaram na ilha de Lindisfarne as drakkars Vikings, e delas
desceram centenas de guerreiros, soldados profissionais, que operaram um
verdadeiro massacre na população do feudo, mataram facilmente os poucos
guerreiros do Mosteiro, assassinaram vários monges, aprisionaram outros (para
vender como escravos), adentraram no Mosteiro, roubaram as peças em ouro e
pedras preciosas e por fim atearam fogo à construção. Partiram de volta para Oslo deixando para trás um
rastro de destruição e iniciando na população inglesa um medo terrível de novos
ataques, pois os sobreviventes do reide abandonaram Lindisfarne e espalharam a
história. Nos anos que se seguiram, os
Vikings realizaram diversos outros reides a Mosteiros em ilhas e na costa
inglesa e Escocesa, principalmente na Nortúmbria. Quanto a Escócia é interessante que se diga como
esta se formou. Os Romanos jamais dominaram a região norte da
Britânia devido a ferocidade com que se defendiam seus habitantes: os Pictos.
Não se sabe muito sobre eles. Sabe-se apenas que existiam duas língua nesse povo
(os do sul, próximos à Inglaterra, falavam a língua dos Britânicos (que não é
muito semelhante ao inglês, é mais parecida com o Galês), e os do norte, um
dialeto desconhecido). Na realidade, a sociedade Píctica era inicialmente
agrícola (semelhante às sociedades feudais), mas um Super-Reino (no Feudalismo,
quando um Senhor impõe sua suserania a vários outros, o Reino resultante de
todos os Reinos que lhe prestam vassalagem é chamado Super-Reino) parece ter se
desenvolvido, evoluindo, nos séculos VII e VIII, para uma Monarquia
centralizada.Uma curiosidade sobre os Pictos era que a sucessão Real não era
pelo filho mais velho do Rei, mas sim pelo sobrinho mais velho do Rei que fosse
filho de alguma de suas irmãs, sendo assim, os homens mandavam, mas as mulheres
é que estabeleciam a linhagem de sucessão. Os Celtas que habitavam a Irlanda, chamados
Irlandeses, também compunham uma parte da população da atual Escócia, inclusive
o termo Escocês era sinônimo de Irlandês, somente depois de muito tempo de
ocupação dos Irlandeses na Escócia é que o termo Escocês passou a designar
exclusivamente os Irlandeses da Escócia. Por volta do começo do século VIII a família Real
Píctica iniciou uma política de alianças matrimoniais com a família Real
Escocesa (os Irlandeses da Escócia também já haviam realizado sua unificação
Monárquica), resultando em príncipes aspirantes aos tronos dos dois Reinos. Em
843, finalmente o Reino Píctico e o Reino Escocês se uniram na formação da
Escócia, estabelecendo um sistema de sucessão partilinear, ou seja, cada vez o
descendente de um dos Reinos governava.Entretanto, na região conhecida hoje
como Escócia havia também o Reino Britânico de Strathclyde, que à partir da
fusão Celto-Píctica na Monarquia Escocesa, começou a ser impiedosamente atacado
até ser totalmente anexado à Escócia em finais do século IX. Os Noruegueses atacavam não só a Nortúmbria e a
Escócia, como também as ilhas Britânicas e a Irlanda. Nos ataques às pequenas
ilhas os Vikings da Noruega conquistaram neste período as primeiras colônias de
sua História. Entre os anos de 800 e 810, eles capturaram os arquipélagos de Shetland, Orkney (Órcadas) e Faeroer (Faroe), estabelecendo colônias de
povoamento nesses lugares. |
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Os guerreiros não encontravam muita
dificuldade para dominar arquipélagos pequenos como os referidos, devido
ao fato de serem mal protegidos, uma vez que além de missionários, havia
apenas pequenos povoados agrícolas nessas regiões. Dificilmente os Vikings
encontravam alguma tropa de cavalaria ou mesmo guerreiros Cristãos
profissionais (nobres).
Nessas campanhas começaram a ser utilizados
membros das classes mais pobres da população, ou seja, os jarls, que iam
às expedições em busca de riquezas e motivados pelos preceitos do
Ásatrú. |

Desenho fantasioso de
um guerreiro Viking (reparem
no
capacete) |
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Os ataques à Irlanda eram curiosos, pois
devido à divisão em que a ilha se encontrava, muitos guerreiros Vikings acabavam
se desviando de seus objetivos iniciais durante os ataques. Vejamos. A
Irlanda era uma ilha de população Celta, eles haviam chegado lá antes mesmo da
era Cristã, mas haviam sido (como já mencionei) convertidos ao Cristianismo.
Inicialmente, haviam vários Reinos feudais na ilha, porém,
com o passar do tempo, através de guerras, os pequenos Reinos foram jurando
vassalagem uns aos outros até formarem os quatro Super-Reinos da Irlanda: os Uí
Dúnlainge, no sudeste; os Eógannachta (ou Munster), no sudoeste; os Uí Briúin
(ou Connaught), no noroeste; e os Uí Néill (ou O’Neill), no
nordeste.
À partir de 795, os Vikings Noruegueses começaram
a realizar reides nas costas Irlandesas, mas as lutas entre os Super-Reinos
acabaram por desviar vários soldados profissionais de seu objetivo, ou seja, o
saque.Isso por que os Super-Reinos contratavam-nos como mercenários para
lutarem contra os outros Super-Reinos. Mesmo assim, os reides Vikings
continuaram e na maioria das vezes causavam pânico e resultavam em saques
valiosos. Em 841, uma expedição gigantesca aportou no sul da
Irlanda e arrasou o Super-Reino dos Uí Dúnlainge, no sudeste.Terminaram por
estabelecer uma base permanente na ilha com a conquista da cidade fortificada de
Dublin (atual capital da Irlanda). Entretanto, os Vikings não colocaram o
território dos Uí Dúnlainge sob sua autoridade direta.Deixaram seus aliados
O’Neill administrarem a região, e guardaram para si apenas os direitos comercias
dela, mesmo assim muitos Noruegueses migraram para a Irlanda, onde estabeleceram
vários povoados. Posteriormente também Dinamarqueses migraram para as terras
Norueguesas da Irlanda. Mas o centro Viking da Irlanda continuou sendo Dublin, e
todos os três Super-Reinos restantes lhe respeitavam e temiam. |
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