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OS VIKINGS

Danilo José Figueiredo - danilo_jose_figueiredo@hotmail.com
3º Semestre - História/USP

Loki: Também é filho de Odin, e irmão de Thor, era um Deus curioso, por ser ao mesmo tempo o Deus do Bem e do Mal. Ele era conhecido com o trapaceiro de Asgard, pois sempre tentava enganar os outros deuses. Seu dia de reverência era o sábado, que era conhecido como Lokisday, mas este dia, por não se tratar de um Deus de tanta relevância no contexto Viking, não deu origem ao nome atual do sábado em inglês.

Tyr: Era o Deus dos Guerreiros e do Combate (não da Guerra). Era o líder do exército dos deuses, apesar de não ser nem de longe o melhor guerreiro. Seu possível análogo na Mitologia Grega é Marte, que apesar de ser o Deus da Guerra, também não é nem de longe o melhor guerreiro do Olimpo. Tyr era muito celebrado principalmente pelos soldados profissionais, e seu dia era a terça-feira, que ficou conhecida como Tyrsday, palavra que em inglês deu origem à Tuesday (terça-feira).

Frey: Trata-se de um dos principais Deuses do Ásatrú. Ele é o Rei dos Duendes e o Deus masculino da Fertilidade. Ele é sempre representado com o pênis ereto, para demonstrar que é fértil.

Freya: Irmã de Frey, é a mais importante entre as Deusas do Ásatrú, superando até mesmo Frigg. Ela também é uma Duende e é a Deusa do Amor e da Magia. Era celebrada nas sextas-feiras, por isso este dia era chamado de Freyasday, o que deu origem em inglês ao dia Friday (sexta-feira).

Heimdal: Era o porteiro de Asgard, ele guardava a única forma de acesso ao Reino dos deuses: o arco-íris.

Njord: É um Deus muito importante para os Vikings, por se tratar do Deus dos Mares, era também o Protetor dos Marinheiros e Pescadores.

Idun: Deusa da Saúde, possuía uma caixa de madeira mágica, onde guardava um infinito número de maçãs as quais tinha a obrigação de servir a todos os deuses, todos os dia. Estas maçãs é que lhes garantiam a força e a eterna juventude. Na Mitologia Grega existia a crença de que os deuses se mantinham fortes e jovens porque comiam Ambrósio e bebiam Néctar todos os dias. Quem servia Néctar aos deuses Gregos era Baco, o Deus do Vinho, por isso ele é o possível análogo de Idun.

Nornes: Eram três irmãs responsáveis pela guarda e preservação da árvore Yggdarsill. Elas deveriam mantê-la longe das vistas dos homens e fazer chover hidromel (bebida alcoólica a base de mel fermentado, típica dos Vikings) sobre suas raízes todos os dias, para que ela nunca morresse, o que seria o fim do mundo. Urd era a irmã mais velha e vivia olhando para trás, por cima do ombro; é a Deusa do Passado. Verdandi é bem jovem e gosta de olhar para o chão; é a Deusa do Presente. Já de Skuld, não se pode precisar a idade, pois ela vive enrolada em panos negros e com um capuz na cabeça, além disso, ela leva um pergaminho nas mãos, pergaminho esse que contém os segredos do Futuro, do qual ela é a Deusa.

Dvalin: É o Rei dos Anões, além de ser o Deus do mundo subterrâneo.

Valkyrias: São entidades femininas que aparecem para os homens que estão prestes a morrer. Apenas estes podem vê-las, para os demais elas são invisíveis. Elas têm a missão de conduzir os mortos até Walhalla ou Hel.

4 – O Ser Viking:

Bem, agora que o leitor já está bem familiarizado com os Vikings, eu explicarei o porquê do título deste trabalho. Como podem ver, no título eu afirmo que os Vikings não eram apenas um povo, eram muito mais, ou seja, eram um ideal.

Mas como? Você mesmo disse que os Vikings eram os habitantes do fiorde Vik, não disse? O leitor deve estar perguntando.

Pois eu respondo. Todos conhecem pelo menos um pouco da História da Roma. Pois então, Roma, como todos sabem é um cidade, a atual capital da Itália, mas no passado já controlou um dos maiores Impérios que o mundo já teve. Nesta época dizia-se Romano a um conjunto de situações e a Cultura que foi estabelecida por aquele povo, mesmo que fosse o Romano de Alexandria, no Egito ou de Córdoba, na Espanha. Tudo pertencia ao estilo próprio de Roma, que surgiu na cidade de Roma. Sendo assim, é mais fácil explicar o porque do nome Viking, basta compreender que foi um estilo de vida que surgiu no fiorde Vik.

No entanto, os Romanos conquistaram um grande Império, enquanto que os Vikings tiveram pouquíssimos períodos de união. O que caracteriza os Vikings como um grupo não é a raça, pois como vimos os Danos são Teutões e os Noruegueses são Escandinavos. Não é um Império, pois salvo durante o reinado de Canuto os Vikings não foram totalmente unidos.O que os caracteriza como um grupo então?

Poderia ser a mesma língua, mas não é. Poderia ser a mesma forma de governo, mas não é. Poderia ser o mesmo estilo de embarcações, roupas, alimentação, armas e guerras.Mas também não é. Poderia, é verdade, serem todas essas coisas juntas, formando então uma mesma Cultura. É, poderia, inclusive esta hipótese chega bem perto do que é de fato ser Viking.Mas o ser Viking não é apenas ter uma mesma cultura, nem sequer religião, porém, o Ásatrú esta diretamente ligado ao que é ser Viking, mas não é o único motivo, quero dizer. Não bastava seguir o Ásatrú para ser Viking, pois o Ásatrú foi, provavelmente, criado com o intuito de incutir em todos os Vikings aquilo que podemos definir como: o ideal Viking.

Mas o que seria este ideal?

Bem, chega de enrolação, o ser Viking é ser movido pelo ideal de fugir do frio e da esterilidade do solo a qualquer custo. Não importa se o indivíduo terá de matar, roubar, destruir e até morrer (indo para Walhalla). Desde que ele consiga sair do triste inferno gelado e estéril onde vive para ir habitar terras melhores, tudo bem.

Partindo destas afirmações podemos então finalmente discorrer sobre o pensamento que lancei no início da obra: “Um Escandinavo deixa de ser um Viking quando ser torna Cristão”.

É simples a dissertação sobre esta frase. Os Vikings tinham o Ásatrú como uma espécie de manual de instruções de seu ideal (como expliquei no item 3.4). Sua religião não só os obrigava a procurar um lugar melhor para viver, como também justificava tudo o que fizessem para chegar a ele. Portanto, a instituição dos valores Cristãos nas cabeças dos Escandinavos foi incutindo neles o medo de que se pecassem (matando, saqueando mosteiros, roubando, comercializando com os Árabes...) poderiam ser punidos.Além disso, a doutrina Católica diz que os homens devem se resignar com a situação a que Deus os submeteu, pois tudo não passa de uma provação Divina.

Sendo assim, depois de pouco mais de um século da conversão do primeiro Rei da Noruega ao Cristianismo, a chamada Era Viking chegou ao fim. Pois em um século, uma religião preparada para dominar o povo, como o Catolicismo, pode se enraizar em uma população de tal forma que as crenças antigas podem chegar à beira do esquecimento.Podemos então afirmar que o Catolicismo destruiu os Vikings.

5 – Como os Danos se tornaram Dinamarqueses:

Como já fiz referência no item 2.1, os Danos eram um dos povos Teutões e se estabeleceram na Jutlândia, ilhas do Báltico e sudoeste da Suécia. Como também fiz referência nesse mesmo item, os Danos que habitavam a Suécia, bem como os próprios Suecos, não eram Vikings, eram Varegues.Mas como e quando os Danos da Jutlândia e ilhas do Báltico começaram a ser conhecidos como Dinamarqueses.

Bem, esta é uma História que remonta aos tempos de Carlos Magno.Para melhor esclarecimento façamos uma breve contextualização para explicar quem foi Carlos Magno.


Territórios incluídos no Império de Carlos Magno no
final de seu reinado, com seu monograma: Karolus

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