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As semeaduras ocorriam tão logo a primavera
começava, pois os grãos precisavam ser colhidos no final do verão para que
pudessem ser armazenados para o outono e inverno. Durante o inverno, as
principais fontes de alimentos eram a carne de gado e das caças que eles
obtinham. No verão o gado era transportado para as montanhas para pastar
longe das plantações.
Nas fazendas, as pessoas moravam geralmente em
grandes casarões comunitários. Geralmente esses casarões eram habitados pelas
famílias. Por exemplo: três irmãos, com suas respectivas esposas, filhos e
netos. As mulheres tinham a função de ajudar os maridos,
além de cozinharem e fazerem as roupas para toda a família. Quando os maridos se
ausentavam caçando ou guerreando (não só os soldados profissionais lutavam nas
guerras, o grosso dos contingentes era de homens do povo), as mulheres se
tornavam as chefes do lar, não só defendendo-o contra invasores e bandidos, mas
também comerciando com os mercadores.
As sociedades Vikings eram monogâmicas e o núcleo
familiar era como o das sociedades Cristãs, com o homem ocupando o lugar de
chefe da casa, tendo inclusive um assento diferenciado (aonde somente ele podia
sentar). |
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Reconstruções de casas da
época Viking. O telhado era recoberto de turfa (tipo de grama) para
proteger os moradores contra o frio. Elas eram compostas de um único
cômodo onde todos dormiam, comiam, as mulheres costuravam... Havia uma
lareira no centro do cômodo, cuja saída era no meio do telhado, como não
havia chaminé, a casa devia ser enfumaçada e os incêndios
freqüentes.
As campanhas militares eram geralmente no
inverno, pois assim os homens do povo podiam integrar os exércitos sem
terem prejuízos maiores, pois teriam feito as colheitas em suas
fazendas.
A arquitetura variava de acordo com a região
ocupada, ou seja, dependendo do frio e dos recursos naturais disponíveis
as casas e outras construções eram feitas com um ou outro tipo de madeira.
Aliás, a madeira era a principal matéria prima para as construções Vikings
(o que dificultou as chances de achados arqueológicos, pois a madeira se
decompõe), por ser extremamente abundante, principalmente na Noruega, mas
também nas regiões colonizadas posteriormente, como Islândia, Groenlândia
e ilhas Britânicas. |
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Porém, nem só em fazendas viviam os Vikings. Existiam
também grandes cidades em seus domínios, e eles fundaram outras também. As
principais cidades da Noruega e Dinamarca na Era Viking eram: Oslo, Kaupang,
Gokstad, Bergen e Trondheim, na Noruega; e Jelling e Hedeby, na Dinamarca. Estas
cidade eram na maioria das vezes localizadas ao redor de fiordes e protegidas
com altas e largas muralhas de terra batida. Nelas as casas eram bem menores,
morando apenas o núcleo familiar em si (homem, mulher e filhos).
As obrigações eram semelhantes, mas as cidades não
dependiam da agricultura local para sobreviverem, elas podiam fazer isso através
do comércio que era a sua principal fonte de lucros.
Talvez a mais importante cidade Viking
tenha sido Hedeby, na Dinamarca. O comércio na região era tão intenso que
chegava a atrair até mesmo os Árabes da Espanha. Os Vikings vendiam e
compravam de tudo, mas um de seus principais produtos de venda eram os
escravos, no mais das vezes prisioneiros feitos em reides às ilhas
Britânicas.
Sabe-se que para um Viking, o dia do
nascimento era muito importante, sendo nele definido o nome que o bebê
teria. O nome da pessoa, segundo a crença, determinava seu
caráter. |
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Representação da
cidade e do mercado de Hedeby,
com suas muralhas em terra e
mar |
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Sabe-se que para um Viking, o dia
do nascimento era muito importante, sendo nele definido o nome que o bebê teria.
O nome da pessoa, segundo a crença, determinava seu caráter.
Os Vikings também se preocupavam com a educação de
seus filhos. Geralmente, nas fazendas um homem velho reunia as crianças para
contar a História dos antepassados, explicar o funcionamento das Althings, dizer
que devem louvar o Rei e os Deuses, além de iniciá-las na Religião e, algumas
vezes, no conhecimento das Runas. Nas cidades não se sabe como era realizada a
educação das crianças. |
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Alfabeto Rúnico Original |
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Os verdadeiros
elmos de
guerreiros Vikings eram cônicos
e sem
chifres. |
Sempre que imaginamos os Vikings, lembramos
de homens bárbaros, muito maus, trajando roupas peludas e elmos com
chifres. Pois bem, esta visão está no mínimo equivocada.
Comecemos por desmistificar os elmos com
chifres ou asas. Muitos dizem que os Vikings os usavam pois tinham medo de
que o céu lhes viesse a cair nas cabeças. Na realidade, os Vikings nunca
utilizaram tais elmos, eles não passam de uma invenção artística das
óperas do século XIX, que visavam resgatar a imagem dos Vikings, sem saber
ao certo com eles eram. Os verdadeiros capacetes Vikings eram cônicos e
sem chifres, como o da foto. |
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Quanto às roupas peludas, é certo que no seu
cotidiano eles realmente utilizavam roupas bem grossas, devido ao frio das
regiões que habitavam, mas apenas uma minoria dos guerreiros as
utilizavam, nas batalhas, pois preferiam (por razões óbvias) as malhas de
aço e ferro, uma vez que estas protegiam-nos dos
golpes.
Já o fato de serem maus e bárbaros é de fácil
explicação. Os primeiros ataques Vikings foram reides a mosteiros na costas e
ilhas Britânicas (no final do século VIII), mesmo depois, os Vikings continuaram
gostando muito de realizar ataques a mosteiros devido ao fato de estes não serem
tão bem protegidos quanto as cidades e guardarem tesouros da Igreja Católica,
além de vinho, bebida muito apreciada por habitantes de regiões frias. Esse
costume de atacar mosteiros fez com que a Igreja rapidamente condenasse os
Vikings e os visse como verdadeiros enviados do inferno. Uma oração comum em
finais do século IX dizia o seguinte: “Da fúria dos Nórdicos livrai-nos, ó
Senhor”. |
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Representação de um
ataque Viking |
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Talvez a grande vantagem que os Vikings
tenham tido sobre os demais povos da Europa que lhes foram contemporâneos
tenha sido sua alta tecnologia de construção naval. Os Noruegueses e
Dinamarqueses desenvolveram no início da Idade Média um tipo de embarcação
que só veio a ser superada cerca de seiscentos anos mais tarde pelos
Portugueses, com a invenção das Caravelas e Naus (que na época
funcionavam, não eram como as de hoje).
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