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Já na Noruega, existiam três grandes
regiões: os fiordes Ocidentais, mais ao norte; Bergen, no oeste e
sudoeste; e o fiorde Vik, no sudeste e sul. A situação dos fiordes
Ocidentais e do fiorde Vik era bem semelhante a situação da Jutlândia e
das ilhas Bálticas, apenas na região de Bergen parece ter havido uma
centralização mais precoce dos povoados locais sob o domínio da cidade de
Bergen.
No
início do século VI, no fiorde Vik, foi fundada a cidade de Oslo (atual capital
da Noruega). Era uma cidadezinha agrícola, mais próxima de um vilarejo feudal do
que de um burgos. No entanto, seu povo começou a exercer certa influência sobre
os povos vizinhos e gradualmente os foi submetendo ao seu domínio, o que
provocou no final do século VII e começo do VIII, a centralização da região sob
o domínio de Oslo. Tanto que o fiorde Vik também é chamado de Oslo.
Porém, o frio intenso e a conseqüente
semi-esterilidade do solo, além da superpopulação (a população Norueguesa
chegava a cerca de dois milhões de habitantes no início da Era Viking) fizeram
com que os povos do fiorde Vik quisessem sair de lá, rumo a lugares mais quentes
e de solo mais fértil. A palavra Viking propriamente dita quer dizer: o
habitante do fiorde Vik. Portanto, se analisarmos sob esta perspectiva, apenas
estes seriam Vikings. Porém como os reides eram realizados por Noruegueses
(inicialmente do fiorde Vik, mas depois também das outras regiões da Noruega) e
Danos (posteriormente chamados Dinamarqueses), então muitos tentam justificar a
palavra Viking de outras formas, como por exemplo a palavra Islandesa vik, que
quer dizer baía, ou regato, sendo assim, um Viking é alguém que vive numa baía
ou regato. Há também a palavra anglo-saxônica wic, que quer dizer acampamento,
sendo assim, um Viking seria alguém que acampa de tocaia.
De qualquer forma, os Vikings não adotavam esta
denominação, eles se chamavam pelo seu respectivo lugar de origem (podia ser o
fiorde Vik, a Dinamarca, ou até mesmo uma simples aldeia). Nem mesmo os povos da
época os chamavam de Vikings. Os povos que lhes eram contemporâneos lhes
chamavam de Nórdicos.
3.2 – Política:
Os povos conhecidos como Vikings manifestavam uma
forma política semelhante. Não se sabe se esta forma de governo era própria de
todos os Escandinavos e depois se difundiu também para os Danos, ou se ela era
própria da cidade de Oslo e difundiu-se segundo sua expansão. Porém, a primeira
hipótese é mais aceitável, visto que Oslo não chegou a formar um verdadeiro
Império, pois não dominou a Escandinávia.
A característica mais marcante dos povos Vikings
no que diz respeito a sua política é que todos eles adotavam a Monarquia, mas na
grande maioria dos casos, uma Monarquia em moldes atuais, ou seja, semelhante às
Monarquias Parlamentares de hoje em dia.
Os Reis tinham poder absoluto no que dizia
respeito às guerras, regiões dominadas e tudo que tivesse ligação com os
domínios de seu Reino. Porém, ele não podia criar leis, ou mesmo julgar pessoas,
estas tarefas eram delegadas às Althings, ou simplesmente Things. As Althings
eram uma reunião de todos os homens (mulheres não participavam) livres (escravos
não participavam) e adultos (crianças não participavam) do Reino. Em cada
localidade do Reino existia uma Althing, o que significa que mesmo no caso de
domínios pequenos, as leis e o sistema judicial poderia variar de uma cidade ou
região, para outra, dentro de um mesmo Reino. O Rei só poderia tratar da
economia e de assuntos militares das regiões dominadas.
Na realidade, as sociedades Vikings tinham um
sistema político semelhante às Democracias Gregas, pois salvo a exceção da
existência de um Rei, cada região se autogovernava através de seus cidadãos
(como na Grécia antiga, o termo cidadão não tem o mesmo significado que hoje,
pois nem todos os habitantes eram cidadãos).
A sucessão Real era sempre conturbada, os homens
mais poderosos do Reino travavam guerras de influência e, às vezes de fato, para
ver quem iria suceder o Rei morto, já que a sucessão hereditária só foi
instituída no século XIV. Entretanto, o fato de os poderosos escolherem o novo
Rei não implicava, como veremos a seguir, na exclusão dos filhos do Rei da sua
linha de sucessão. Pelo contrário, muitas vezes o filho do Rei morto herdava seu
trono, ou por se acreditar que ele teria os mesmos valores admirados no pai, ou
então porque este (o Rei) deixara homens de confiança que assegurariam ao filho
o trono após sua morte. Essa situação era mais comum quando o Rei morria
em campo de batalha, pois devido a necessidade de se coroar outro Rei
rapidamente (para não desorganizar as tropas), escolhia-se o filho do Rei como
seu sucessor. 3.3 – As sociedades
Vikings: Os povos Vikings, assim como tinham uma mesma
organização política, também compartilhavam uma mesma composição
sociocultural. A língua falada pelos Vikings era a mesma, seu
alfabeto também era o mesmo: o Alfabeto Rúnico.
As sociedades estavam divididas, de um modo geral,
da seguinte maneira: O Rei estava no ápice da Pirâmide; abaixo dele estavam os
karls, homens ricos e grandes proprietários de terras (os karls não eram nobres,
pois nas sociedades Vikings não havia nobres); abaixo dos karls havia os jarls,
ou seja, o povo, livres, mas sem posses ou com poucas propriedades, geralmente
pequenos comerciantes ou lavradores. Os jarls compunham o grosso dos exércitos
Vikings e tinham participação nas Althings; abaixo dos jarls, havia os thralls,
escravos. Eles geralmente eram prisioneiros de batalhas, mas podiam ser
(dependendo da decisão da Althing da região) escravos por dívidas ou por crimes,
seus proprietários tinham direito de vida e morte sobre eles. |