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A INICIAÇÃO

Tudo que certo começa, correto continua. Estas são minhas palavras iniciais, para justificar mais este trabalho que realizo, inspirado profundamente na minha intensa empatia pela nossa Instituição e pelos objetivos ensinamentos que recebo ao consultar e pesquisar sobre nossa Arte Real.

Primeiro importante enunciado-ensinamento que recebe, ao tomar contato com a vida maçônica, o ainda profano-candidato: Vigilância e Perseverança...

Em seqüência aos acontecimentos da iniciação maçônica, recebe o profano-candidato uma Venda nos Olhos. Explica-se: Os olhos vendados querem exprimir o estado de cegueira em que se encontra o profano que se candidata à Nossa Ordem. Este estado significa e simboliza as Trevas, onde ele, profano, se encontra porque ainda não recebeu a Luz, Luz Esta que o guiará na estrada de sua vida maçônica nos caminhos da virtude...

Agora o profano é levado para uma sala previamente preparada para recebê-lo: A Câmara de Reflexões.

Na minha visão, hoje, de Mestre Maçom, este é o momento mais importante na vida de um homem Maçom. Trata-se de um lugar secreto e fúnebre, como determina nosso Ritual.

É exatamente na Câmara de Reflexões que o homem profano tem a sua grande oportunidade de se conduzir à Meditação, buscando, então, no mais íntimo de seu interior, as suas imperfeições, pois é exatamente neste fúnebre local, que deverá decidir sobre sua morte profana; voltar então purificado e iniciar uma nova vida, o que vem caracterizar, realmente, o Processo Iniciático, com seu renascimento, como homem maçom.

O mais importante papel da Câmara de Reflexões, volto a afirmar, é o de conduzir o postulante à meditação profunda, que quando feita com a máxima sensibilidade, permite ao homem, ainda profano, acesso à sua própria divindade e à sua própria consciência, pelo afastamento de sensações externas, e alcançar, na realidade, os verdadeiros sentimentos, essência do seu interior verdadeiro. É a oportunidade que tem o homem profano, de encontrar o senhor dos mundos, que não se acha em outro qualquer lugar, mas sim, com absoluta certeza, no seu interior, dentro do seu próprio coração- divindade.

O processo de iniciação do profano na Ordem Maçônica é místico, por excelência. Não possui o ser humano, geralmente, dotes capazes de penetrar com profundidade e compreender o grande Mistérios da Criação do Universo (uno = criador; verso = criatura manifesta).

Só através do esoterismo profundo e meditativo, poderá o homem alcançar o criador dos mundos, desconhecido, desde que o inspire a sua mais sincera sensibilidade de crença em um ente superior, a que nós Maçons, denominamos como o Grande Arquiteto do Universo (G.·. A.·.D.·. U.·. ).

_ O que é para nós, Maçons, uma Câmara de Reflexões?

Vejamos: Câmara de Reflexão, Câmara de Reflexões, Câmara das Reflexões, Gabinete ou Cabina das Reflexões, Gruta, Toca, Caverna, Túmulo ou Túnel de Reflexões:

É tão importante o grandioso papel que representa a Câmara de Reflexões, que os mais dedicados ao estudo deste local, a ela se referem de maneira extremamente carinhosa e respeitosa, ressaltando, de maneira inequívoca, o fantástico valor dos conhecimentos ali inspirados na essência de cada um.

Diria então, que a Câmara de Reflexões, nos desperta, muito eficazmente, toda a transcendental importância da meditação em nossas vidas. É exatamente a partir desse início que começamos a lembrar que o homem será cada vez mais humano quanto "essencialmente viver", mas viver não só por emoções ou instintos, mas pela razão-essência, por princípio.

A Filosofia nos dá uma disciplina de pensamentos (vide a lógica de Aristóteles, a ética de Epicuro, que são códigos filosóficos de vida), obrigando-nos a refletir = pensar antes de agir.

Impossível a boa vivência, a boa convivência, a felicidade sem a reflexão-compreensão. O estudo e o entendimento dos ensinamentos filosóficos dão-nos o hábito desta reflexão, desta meditação. É necessário, sem dúvida, aumentar o poder mental individual como nos ensinam os grandes mestres orientais: Buda, Paramahansa Yogananda, Rajneesh, Sri Sai baba e mais recentemente o grande Mestre-Médico Oriental Deepack Chopra, trazendo sempre para nós a endorfina, hormônio que produzimos em nosso corpo, e senhor absoluto dos pensamentos positivos que nos fazem felizes...

O estudo dos ensinamentos maçônicos de Solidariedade-Fraternidade é um dos excelentes meios para este fim.

Outro importante momento do processo de iniciação é quando o postulante é solicitado para servir-se da taça sagrada, taça esta símbolo da boa ou má sorte, lembrando, então, que o homem Maçom deverá gozar com moderação os prazeres da vida.

Segundo pesquisa realizada, ensinam os estudiosos que a adoção da taça sagrada pela nossa Ordem Maçônica, teria sido baseada na obra denominada "quadro da vida humana", de autoria de Cebes, filósofo grego, discípulo de Sócrates, e que figura em vários diálogos de Platão, tendo vivido no século V AC.

O filósofo Cebes nos conta que milhares de pessoas candidatas à conquista da vida e a sua maior duração, ouviam diante de uma enorme porta, os sábios ensinamentos e conselhos de um ancião, acerca da conduta, do modo de proceder, que os homens mortais deveriam observar, no decorrer de suas existências. Após essa exposição, a grande porta era aberta, e por ela, todos entravam para um recinto maior, e os que se atrevessem a ingressar, deveriam submeter-se a uma prova, representada por uma linda e insinuante mulher, sentada sobre o trono da hipocrisia e da vaidade, empunhando uma grande taça, contendo uma bebida que não acabava nunca, oferecida aos candidatos. Então iludidos, os mais afoitos bebiam grandes goles, enquanto os mais precavidos apenas provavam da "perigosa poção". Depois, meditação...

Passado algum tempo, oferecia-se a eles pão e água e então seriam submetidos a perigosas provas com terra, água, fogo e ar. Por fim, tinham direito a bebida doce. Após o amargor das provas submetidas, eles experimentavam, então, os dissabores da taça da vida...

Também refere-se à taça sagrada com o santo Graal, identificado como "Sangraal", o cálice usado pelo Grande Mestre de Nazaré, Jesus Cristo, na última ceia.

A prova da taça sagrada é, pois, o momento exato que o candidato profano deve saber distinguir que está convictamente entrando em um mundo novo, nova vida, enfim, está renascendo para nossa ordem, e conseqüentemente, deverá deixar "do lado de fora" todas as ilusões, falsidades, vaidades, egoísmo, ódios, vingança e outros males que habitam o mundo profano.

É importante que saiba com certeza, que A Ordem Maçônica, sua pureza de idéias, nobreza e respeitabilidade, como instituição humana, estará sempre pronta a ajudá-lo.

As Viagens, outra significativa etapa do Processo de Iniciação, querem significar e representar muito bem, a luta pela vida, com determinação, mostrando que não é sem dificuldades a vencer que se adquirem as virtudes, se alcançam os êxitos, as vitórias, realizando então o candidato profano Três Viagens, cada qual com seu ensinamento próprio.

As Viagens Simbólicas são as circunvoluções ritualísticas feitas em Loja pelo candidato durante seu Processo Iniciático. Historicamente, elas recordam os antigos mistérios menores do Egito e da Grécia, que os usavam para ministrar, aos candidatos, ensinamentos alusivos a determinados e sempre reiterados fatos universais que regem a vida humana.

A privação dos metais, que quis relatar por último, que se exige antes da introdução do candidato-profano ao Sagrado  Templo Maçônico, recorda nesta fase do processo de iniciação, o estado primitivo da humanidade, antes da época de sua civilização, recordando também, que é sempre e continuamente, pela ambição, pela vaidade de riqueza e do poder que muitos sucumbiram e tantos outros homens se deixaram corromper nos seus grandes intuitos, levados pela fraqueza humana do egoísmo que torna o ser humano afastado de sua essência-divindade, aproximando-o do mais vil e inconveniente ser materialista.

Com esta frase termino:

"Espera e Crê... Porque entrever e compreender o infinito é caminhar para a perfeição..."

Assim pesquisei. Assim penso,
Assim escrevo para meus amados Irmãos...
Aos que me ouviram com alegria, agradeço de coração.
Aos que não agradei, agradeço humildemente, a tolerância...

Oriente de Niterói, 29 de outubro de 2003.

Josemar da Silveira Reis M.·. M.·.

A.·.R.·. B.·.F.·. L.·.S.·.Evolução nº 2

 
 
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