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Destaques
 

CARNAVAL

1 - Criação da ala das baianas
Foi na gestão de Roberto Paulino, biênio 60 / 62 na Mangueira, que foi criada a Ala das Baianas com as características atuais, em 125 baianas coordenadas por  D. Neuma. Foi no desfile das campeãs em 1970, quando o então Presidente, Juvenal Lopes, que a mais famosa baiana da Mangueira Nair Pequena, morreu em plena avenida, quando a escola cantava o samba de enredo "Um Cântico a Natureza".

2 - Escola foi para avenida sem alegorias
No carnaval da Império Serrano de 1972, "Alô, Alô, Tai Carmem Miranda", a Escola do saudoso Mestre Fuleiro chegou com suas alegorias praticamente nuas na concentração, deixando os componentes da Escola da Serrinha tristes e preocupados. De repente, Fernando Pinto, o carnavalesco, foi montando folhagens, bichos, coqueiros que estavam embrulhados em plásticos, transformando os esqueletos das alegorias em uma deslumbrante e linda floresta. Era o gênio de Fernando Pinto que começava despontar. A Escola de Samba Império Serrano foi Campeã com um carnaval que ninguém se esqueceu até hoje.

3 - Primeira mulher a tocar surdo numa escola de samba
Dagmar, esposa de Nozinho, irmão de Natal da Portela, foi a primeira mulher a tocar surdo numa bateria de Escola de Samba.

4 - Adelaidinha nasce em pleno desfile
Num desfile da Azul e Branca denominado "Noite de São Silvestre" promovido pelo jornal "A Manhã" na noite de 31 de Dezembro de 1949, a pastora Finoca, em adiantado estado de gestação, não deu ouvidos às ponderações de sua mãe Adelaide, também sambista, e as do marido Nunes e desceu para o desfile. Na madrugada de 01 de Janeiro de 1950, a Escola partiu da Praça Onze para o Obelisco. Na altura da rua D. Gerardo, Finoca que fazia evoluções no asfalto, começou a sentir os primeiros sintomas do parto. Sentou-se no meio fio, encostou a cabeça no poste e chamou o repórter Aroldo Bonifácio para providenciar a vinda de uma ambulância. O jornalistar, ao tentar sair para procurar um telefone, foi seguro por Finoca que havia piorado. Não houve jeito. Nasceu a criança, sob a assistência apavorada do jornalista. A menina ganhou o nome de Adelaidinha, se tornando depois uma famosa passista.

5 - Ala das Baianas era formada por homens
A ala de baianas na década de 30 era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais das Escolas, portando navalhas presas as pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.

6 - Caixotes de madeira
O público que assistia em 1958 aos desfiles das Escolas de Samba, na Av. Rio Branco, comprimido por uma corda de aço que margeava as calçadas, alugava caixotes de madeira a CR$ 5,00 ( cinco cruzeiros ).

7 - Desfilando Mesmo Sem Luz
Em 1983, em meio ao desfile, a Escola de Samba Caprichosos dos Pilares que estava no grupo especial com o enredo "Um Cardápio a Brasileira", desfilou às escuras na Passarela do Samba durante cerca de uma hora pois faltou luz. A Escola continuou o desfile, porém na Abertura dos envelopes, as notas não foram computadas. A Escola de Pilares foi mantida no Grupo Especial.

Fato semelhante aconteceu com a Escola de Samba Santa Cruz em 1992, que também fez seu desfile às escuras. A partir desse incidente, o regulamento dos desfiles estabeleceu que, na ocorrência de falta de luz, as Escolas deverão continuar o desfile, mas para valer o julgamento os jurados devem descer das cabines, permanecendo na pista.

 
 
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