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A Wing Suit é um macacão com asas nos braços e nas pernas, visando aumentar o
tempo de queda livre e o deslocamento horizontal, diminuindo a velocidade
vertical de queda do pára-quedista.
Um dos inventores do esporte foi Patrick De Gayardon, que testava os macacões
com asa e baseado em seus saltos de teste ia modificando os mesmos para aumentar
a sua performance.
O grande salto do esporte aconteceu quando o projetista Robert Pecnik projetou
algumas asas com entrada de ar entre 2 layers de tecido nos braços e nas pernas
e elementos rígidos de fibra de carbono dentro das asas, aumentando assim
consideravelmente o formato da asa e o efeito aerodinâmico por elas produzido, o
que resultou em um aumento do tempo de queda do pára-quedista e também do
deslocamento horizontal durante o salto.
Porém, com o aumento da performance, aumentou-se também os perigos de se voar as
asas de alta performance, pois a abertura do pára-quedas fica prejudicada, já
que o atleta está com os movimentos limitados pelo macacão, e a velocidade de
queda e' bem mais baixa do que a velocidade a qual o pára-quedas foi projetado
para inflar corretamente.
Atualmente, no Brasil, existem poucas pessoas praticando o esporte, o que faz
com que as novas tendências demorem um pouco a aparecer por aqui.
Pelo mundo, existem algumas tendências de modalidades para o vôo de Wing Suit,
como o Flocking (vôo em grandes formações), o vôo acrobático, onde as asas
utilizadas possuem defletores para continuarem infladas mesmo quando se voa de
dorso, e o Wing Base, que consiste em praticar B.A.S.E. Jump de altos objetos,
na sua maioria penhascos, utilizando uma Wing Suit para conseguir um maior tempo
de queda livre e também maior deslocamento horizontal.
No Monte Brento, por exemplo, alguns dos mais experientes
B.A.S.E. jumpers,
utilizando-se de Wing Suits, chegam a conseguir mais de 2 minutos de vôo... Tudo
isto sem ajuda de nenhum avião, apenas escalando e saltando da montanha...
Incrível.
Existe também uma nova tendência entre os base jumpers de utilizarem calças e
jaquetas com entradas de ar, similares às Wing Suit, porem sem asas grandes e os
perigos que o uso destas acarreta, são as chamadas Tracking Pantz, que estão
produzindo deslocamentos horizontais incríveis (considerando-se a área de asa
que foi incrementada) em penhascos como Kjerag, Noruega.
Recentemente existem alguns pára-quedistas experientes trabalhando em projetos
para conseguirem pousar sua Wing Suit sem o uso de pára-quedas, fato que vai com
certeza dar novo rumo ao esporte.
Para tanta evolução nesta modalidade, são utilizados os mais modernos recursos
de navegação por satélite, como GPS, e também altímetros digitais bastante
sensíveis para que todos os dados sejam analisados e compilados para o
desenvolvimento de Wing Suits cada vez mais eficientes.
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