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MULHERES NAS OLIMPÍADAS

Um século de desafios

A luta das mulheres para conseguir um lugar nos Jogos Olímpicos foi tão difícil quanto em outras áreas. Em Atenas, a mais de cem anos atrás, apenas homens disputaram a primeira Olimpíada da época moderna. Seis mulheres disputaram apenas um esporte nos Jogos de 1900, em Paris e, quatro anos depois, em St. Louis, nos Estados Unidos, a Olimpíadas voltava ser totalmente masculina. Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, foram 36 mulheres e 2.059 homens. Nos dias de hoje já não é tão grande essa diferença. Pela primeira vez, em 1996, o futebol teve uma competição feminina. Os torneios olímpicos femininos de basquete e vôlei teve o mesmo numero de equipes do que as competições masculinas. Novas provas de natação e atletismo teve versão feminina.

Para se chegar até a participação expressiva dos dias de hoje, entretanto, a luta foi dura. A cada esporte aberto para mulheres, havia uma reação. Alguns países chegaram a ameaçar um boicote quando a natação foi aberta para as mulheres em 1912. O próprio Barão de Coubertain, criador dos modernos Jogos Olímpicos, era um dos maiores adversários da participação feminina e usou a participação das mulheres no atletismo em 1928, em Amsterdã, como pretexto para se afastar definitivamente do Comitê Olímpico Internacional.

No Brasil, a situação foi a mesmo ou até pior. Só começamos a disputar os Jogos Olímpicos em 1920, na Antuérpia, e apenas em 1932 é que levamos sua primeira e única atleta: a nadadora Maria Lenk. O preconceito, a falta de atenção e apoio às mulheres atletas, impediam o desenvolvimento do esporte feminino. Somente em 1980, com o voleibol, uma equipe feminina participaria dos Jogos Olímpicos. Antes disso, as nossas atletas olímpicas eram fenômenos individuais como a própria Maria Leni ou Anda dos Santos, única mulher da delegação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964 que, contundida e sem técnico, conseguiu o quarto lugar no salto em altura. Também no Brasil as coisa mudaram e, em 1996, nada menos de 50 mulheres desembarcaram em Atlanta com o objetivo de se tornar a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica.

 
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