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Originado da palavra tatamu, que significa dobrar, o
tatami (esteira) é um elemento-chave da decoração nipônica pois faz parte da
milenar cultura japonesa o ato de se sentar e/ou deitar diretamente no chão,
em cima de esteiras.
Sua origem remonta a era primitiva quando os japoneses
tinham o hábito de trançar vegetais nativos. Os camponeses costumavam usar
muito os trançados feitos com palha de arroz, pois era um material abundante
nos campos de cultivo. Por ter uma superfície lisa, resistência,
flexibilidade e comprimento, os trançados feitos com igusa (junco), ganharam
destaque na sociedade antiga e passaram a ser utilizados
nas cerimônias religiosas e por nobres.
Inclusive eles começaram a ser chamados de goza (lugar de sentar), sendo
destinados para os deuses nas cerimônias
antigas.
No início a palavra tatami era designada para descrever
os objetos dobráveis ou os usados para aumentar a espessura para as pessoas
poderem se acomodar em cima. Foi a partir do período Heian (794 – 1192), que
o tatami começou a tomar à forma conhecida nos dias de hoje.
Naquela época as casas dos nobres tinham muitos aposentos
e os tatamis (feitos de palhas de arroz firmemente atadas e cobertas com uma
fina esteira de igusa) eram colocados sobre o assoalho de madeira nos locais
onde eram necessários assentos. Eles ainda não eram utilizados para forrar
todo o piso.
A hierarquia podia ser observada através do tipo de
tatami utilizado, pois quanto maior o nível do nobre, a esteira era mais
grossa, tinha mais camadas e o heri (fita de tecido que fica na beirada)
tinha desenhos e coloridos diferentes. |