|
O windsurf ou prancha à vela é uma modalidade olímpica de vela.
No mundo, o Havaí, Ilhas Canárias e praias do Caribe são considerados ótimos
lugares para a prática do windsurf.
Origem
Criado pelo casal Newman e Naomi Darby na década de 1960, surgiu o protótipo
do Windsurf. No entanto, a criativa idéia não foi bem recepcionada, e o casal
desistiu da invenção antes de patenteá-la. Alguns anos mais tarde, Hoyle
Schweitzer (empresário e surfista) e Jim Drake (engenheiro aerospacial), dois
amigos que procuravam unir características do surf com o velejo, patentearam o
equipamento em 1968 e o batizaram de windsurf.
Equipamento
O equipamento de windsurf é formado por vários
itens:
Mastro: monta e dá forma à vela;
Retranca: é o interface entre a vela e o praticante, permite
que este direcione e segure a vela;
Vela: permite capturar a força do vento e fazer com que a
prancha se desloque; A vela pode ter vários tamanhos, desde
medidas pequenas EX(3.0m2), Medias EX(7.0m2) e Grandes
EX(12.5m2) e formatos de acordo com a modalidade (ex:ondas,
regatas, etc...);
Pé de mastro: peça móvel que liga o mastro à prancha e
permite que este se mova em todas as direções;
Quilha ou Fin: encontra-se fixo na parte inferior da popa da
prancha e permite que a prancha se desloque na direção que
queremos, sem a quilha a prancha fica sem controle, e não é
possível deslocar-se de forma perpendicular ao vento;
Patilhão: nas pranchas de aprendizagem é comum existir um
patilhão a meio da prancha à semelhança dos barcos de vela, que
aumenta a estabilidade e facilita a aprendizagem, nomeadamente
do velejo em bolina (contra o vento).
Prancha: é ela que faz o interface entre o praticante de
Windsurf e a água, existem diferentes tamanhos e tipos de
pranchas, sendo classificadas de acordo com o seu volume (em
litros), largura e tipo de modalidade (ex:ondas, regatas,
etc...);
Alça ou Footstrep: encontram-se fixos à popa da prancha, para
o praticante colocar os seus pés quando a prancha está a planar
(velejando em alta velocidade);
Trapézios ou Cabos de arnês: encontram-se fixos à retranca
por forma a permitir a utilização do arnês;
Arnês: equipamento vestido pelo praticante que permite
utilizar o peso corporal do mesmo, transmitindo-o à retranca
através do trapézio, desta forma não é necessário fazer tanta
força com os braços;
Extensor: Utilizado para deixar a vela esticada quando o
mastro não tem o comprimento necessário para a vela;
Manobras
-
Batida: ser jogado de volta a base da onda por
sua crista, favorecendo a execução de novas manobras.
-
Batida 360: o velejador faz a prancha se
desgarrar da onda, girar 360º no ar e voltar no mesmo
sentido em que seguia.
-
Front Looping ou Back Looping: ir de encontro a
parede da onda com velocidade, projetar no ar a prancha para
dar um giro de 360º para frente ou para trás,
respectivamente.
-
Aero jibe: projetar a prancha para cima e,
aproveitando a força do vento, vira-la para o lado oposto.
-
Laydown jibe: completar uma curva de 180 graus
com a vela paralela a água para neutralizar a força do vento.
-
Jump jibe: ir quase perpendicular ao vento, dar
um pequeno salto (usando uma onda ou marola), girando a
prancha aproximadamente 180º e jogando a popa a favor do
vento, voltando praticamente no sentido oposto do inicial.
-
Jibe: curva a favor do vento.
-
Bordo: curva contra o vento.
Categorias
Freestyle
É a categoria mais agitada do windsurf. A maior atração é o
looping, o movimento mais arriscado, que consiste em usar as
ondas como trampolim para se lançar, junto com a vela e a
prancha, em seguida dar uma cambalhota de 360 graus sobre si
mesmo e voltar a água na mesma posição de antes. Alguns atletas
conseguem fazer o double-loop, duas voltas no ar antes de voltar
à água. Algumas competições desta categoria são indoor. O
windsurf indoor é realizado em tanques rodeados por potentes
ventiladores em ginásios de grande porte. O velejador Kauli
Seadi, Ricardo Campello e Browzinho já foram campeões na
categoria jump, aonde o velejador salta uma rampa com um buraco
dentro pra quilha passar.KIDS.
Além das pranchas de adultos, já está sendo produzidas
pranchas para crianças, Ex: A Prancha Fórmula é muito volumosa,
mas na forma KIDS ela seria ideal as crianças, pois um modelo de
Formula experience (para adultos) seria muito grande para uma
criança e esse tipo de prancha é muito pesada para uma vela
pekena. Então foi enventada as pranchas KIDS.
Wave
A categoria wave é disputada nas ondas, similar a um
campeonato de surf. Os velejadores fazem manobras nas ondas e
juízes decidem a pontuação e a colocação dos atletas na
competição. O brasileiro Kauli Seadi sagrou-se campeão mundial
nesta categoria em 2005.
Super X
O super X foi criado para criar um espetáculo e chamar a
atenção do público para as competições. É uma regata com bóias
que os velejadores tem que saltar por cima, quem cruza a linha
final primeiro é o vencedor. Além disso há manobras obrigatórias
que os velejadores tem que executar em cada perna da regata como
o looping e o duck-jibe.
Formula
A mais técnica de todas as categorias. A prática desta se dá
em pranchas mais volumosas e com velas maiores. As competições
são similares as regatas de grande porte com bóias a barla e
sota vento.
Formula Experience
A Formula Experience é uma Classe filiada na ISAF -
International Sailing Federation. É uma Classe para velejadores
que se desejam iniciar na Formula Windsurfing - o patamar mais
alto da competição race.
O equipamento desta Formula é constituído por
uma prancha fabricada com materiais menos nobres para que o preço se torne mais
atrativo para o praticante. No entanto, a Formula Experience não se resume a uma
prancha econômica. É efetivamente uma prancha performante, muito próxima da
prancha de alta competição.
Enquanto isso, a Classe impõe um conjunto de restrições em termos de vela,
mastro e retranca tornando esta Formula muito popular, capaz de trazer imensos
praticantes ao desporto, situação que de outra forma, seria difícil para os
interessados.
A Formula Windsurfing é uma Classe destinada
aos jovens, mas também, para todos aqueles que apesar da idade desejem praticar
este desporto de forma descontraída.
O primeiro Campeonato Oficial desta Formula foi realizado em Portugal, Costa de
Caparica, em 2003 juntou velejadores dos cinco continentes e foi organizado pelo
Overpower Club.
Cuidados
Procure sempre um instrutor ou escola especializada para começar o desporto.
Nunca subestime os ventos nem o mar: quando não tiver segurança para praticar o
desporto, não arrisque. O instrutor de windsurf Pedro Rodrigues recomenda ainda
que o praticante não se afaste muito da costa e, sempre que possível, leve um
celular para emergência. “Nunca saia sozinho sem avisar alguém em terra”,
completa o mesmo. Nunca navegue com ventos de off-shore, ou seja, com ventos na
direção do mar. Torna-se muito perigoso porque o praticante dificilmente
conseguirá chegar a terra.
Benefícios para o corpo
O windsurf é uma atividade física que
desenvolve a resistência muscular. São trabalhados os músculos das pernas,
braços e costas.A prática inadequada pode causar dores na região lombar, por
isso é importante orientação para os iniciantes.
O Windsurf no Brasil
O esporte é organizado pela Confederação Brasileira de Vela e Motor, mas existem
também a Associação Brasileira de Windsurf que atua de forma mais específica na
regulação e promoção do windsurf no Brasil.
No Brasil destacam-se algumas localidades para
a prática do windsurf tais como: Búzios e Araruama no Rio de Janeiro, Praia de
Búzios e São Miguel do Gostoso no Rio Grande do Norte, Ilhabela em São Paulo,
Ibiraquera e Florianópolis em Santa Catarina, e Fortaleza e Jericoacoara no
Ceará.
Fonte: Wilkipedia |