Favoritos Recomende

   

     
 
Destaques
 
 

ORIGEM DA PATINAÇÃO RADICAL

Nos idos dos anos 80, nos EUA, um patinador chamado Chris Edward aceitou o desafio de alguns skatistas, de realizar manobras parecidas com as de skate com seu patins em linha, em um Half Pipe (rampa em forma de U) e em obstáculos de rua (escadarias, corrimãos e bordas de floreiras).

Desse desafio nasceu uma nova modalidade esportiva, chamada pelos americanos de Agressive Skating, pelos europeus de Patinagem Acrobática e pelos sul-americanos de Patinagem Agressiva, e oficializada no Brasil com o nome de Patinação Radical. É subdividida em quatro disciplinas radicais:

  1. Vertical In Line - Manobras realizadas em uma rampa em forma de U;

  2. Street Roller - Saltos, giros, mortais, bem como deslizar sobre canos ou bordas;

  3. Slalon In Line - Corridas entre cones;

  4. High Jump, que se subdivide em:

    • Pure High Jump - salto em altura de patins;

    • Best Trick - melhor manobra.

No Brasil, a Patinação Radical surgiu em meados de 1993, quando a Skatista e professora Cecília Maria Simplício - "Tuca Reichert" - trouxe alguns patinadores in line para a Associação de Skate de Brasília, com o objetivo de iniciar todo um processo de estruturação básica, visando à prática regulamentada desta nova modalidade esportiva no Brasil.

Após um curso básico e alguns meses de treinamento, os patinadores já eram notícia nos jornais locais de Brasília, iniciando assim uma carreira de treinos para competições e apresentações.


Foto do atleta Fabio Ramirez (Arkanjo) saltando um caminhão.

Simultaneamente, orientados por vídeo, nascia no Estado de São Paulo, coordenado por Daniel Soares (O Estadão), a primeira equipe de patinadores radicais em linha com objetivo de competição (Equipe Moska), formando atletas de grande performance, como Fabiano Kenji ("Phósforo"), Fabíola Silva e outros, e o primeiro jornal informativo (Slide).

A partir de então, teve início um grande desenvolvimento da Patinação Radical no Brasil, com a realização de competições amistosas, regionais e nacionais, em nível amador e em caráter experimental e extra-oficial, dentre as quais citamos o I Campeonato Brasiliense de Street Roller (abril/94) e o I Campeonato Brasileiro de Street Roller (nov./94). Este último selecionou a primeira equipe brasileira para representar extra-oficialmente o Brasil em um Campeonato Internacional, realizado em maio de 1995 nos EUA, com o nome Asa Pro Tour.

Em abril de 1995, a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação nomeou Cecília Maria Simplício (Tuca Reichert) como representante da Patinação Radical no Brasil, tendo iniciado, a partir de então, todo o processo de regulamentação, formação de árbitros, atletas, etc., bem como, realizando também diversos eventos em todo o Brasil.

No decorrer de 1995, a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, através de sua representante, procurou aplicar a regulamentação existente nos diversos Campeonatos, além de observar as competições internacionais, para, de forma prática e objetiva, corrigir possíveis falhas.

Em maio de 1995, em caráter extra-oficial, seguiu a primeira equipe brasileira para os EUA, com o objetivo de participar do Asa Pro Tour, porém, a equipe brasileira tomou conhecimento pessoalmente nos EUA do adiamento dessa competição, por isso, aproveitou para fazer intercâmbio com atletas profissionais da Patinação Radical, tais como, Chris Edward, Scott Bentley, Tascha Hodgson, Chad Croud, etc.


Equipe brasileira na Street park EUA.

Assim, em 1996, foi criada e apresentada à Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação a nova regulamentação da Patinação Radical que, após apreciação, designou sua representante, Cecília Maria Simplício, como diretora de Patinação Radical, concedendo-lhe o direito de iniciar o processo de implantação dessa modalidade esportiva no Brasil.

Nesse mesmo ano, a empresa Asia Gate, representante da fábrica de patins Ultra Wheels, contatou a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, solicitando a sua diretora de Patinação Radical para treinar a equipe Ultra Wheels do Brasil e acompanhá-la como técnica nas apresentações e competições nacionais e internacionais.


Atleta Luis Felipe na competição do Extravaganza - Skate 2000, em Boca Raton - Flórida.

Em 1997, foi criado o modelo de súmulas de julgamento e formou-se a primeira equipe de árbitros oficiais de Patinação Radical.

Em setembro de 1998, a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação apresentou na Assembléia da FIRS (Federação Internacional de Roller Skating), na Cidade de Pamplona (Espanha), sua regulamentação da Patinação Radical, para apreciação das Confederações internacionais.

No dia 20 de março de 1999, durante a realização de Assembléia Geral da CBHP, quando comemorava seus 10 anos de existência, a Patinação Radical foi oficializada, com a presença dos presidentes das Federações filiadas, como sendo a mais nova modalidade esportiva da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, gozando de todos os direitos e deveres estatutários, iniciando a partir de então o processo de implantação oficial da modalidade nos Estados, por meio de suas federações.


Eliza Augusta de Oliveira, árbitro de Patinação Radical juntamente com os Srs. Yader Torlay e Adhemar Henrique Malzoni.

Fonte: Confederação Brasileira de Hóquei

 
Publicidade
 
 
     

| CAMPINAS | ANIMAIS | ARTE E CULTURA | AUTOMÓVEIS | COMPRAS E VENDAS | CURIOSIDADES |
|
ECONOMIA | EDUCAÇÃO | ESPORTES | GOVERNO | INTERNET | LAZER E DIVERSÃO |
|
NOTÍCIAS E MÍDIA | SAÚDE | SERVIÇOS | SOCIEDADE | TEENS | TURISMO | UTILIDADES
|