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Um dos motivos de maior preocupação entres os
fisiculturistas é a definição muscular, pois é um dos itens que fará a diferença
no resultado em uma competição e é um dos assuntos que mais causam dúvidas em
relação à alimentação, principalmente.
Antes de iniciar o tema sobre a definição muscular é conveniente
salientar alguns pontos importantes:
O sistema muscular é formado pelos músculos esqueléticos (estriados), cardíaco e
lisos. Seus elementos anexos são os tendões, faciais, aponeuroses,
vasos sanguíneos e pelas fibras nervosas. Os músculos são a parte contrátil e os
elementos anexos formam um sistema de alavancas. O tecido muscular é constituído
de 75% de água, 20% de proteínas e 5% de minerais, glicogênio, lipídeos e de compostos nitrogenados não protéicos (Creatina, ATP e ADP).
Para nosso assunto interessa-nos os tipos de fibras musculares envolvidas no
exercício, existem dois tipos básicos de fibras: as brancas de contração rápida
(CR) que é recrutada preferencialmente nas atividades de curta duração e alta
intensidade (anaeróbicas) e as vermelhas de contração lenta (CL) que é usado
preferencialmente nas atividades contínuas e prolongadas (aeróbicas). A principal função do músculo esquelético é a contração
e para isso é necessário energia.
A geração de energia para a atividade física
provem do ATP (adenosina trifosfato) que é sintetizado por duas fontes básicas:
processo anaeróbico alático e lático e processo aeróbico. O processo que nos
interessa neste caso é o processo anaeróbico alático e lático, pois são
predominantes nas atividades de curta duração e alta intensidade, como no caso
do fisiculturismo.
Estes processos são considerados anaeróbicos porque gera energia de
forma rápida, a partir de processos de reações químicas que não necessita
da presença de oxigênio:
Anaeróbico alático - é um processo que não utiliza a glicose,
portanto não produz ácido lático. o substrato utilizado e a creatina fosfato (CP).
as reservas de CP nos músculos são esgotadas em aproximadamente 10 segundos.
Anaeróbico lático - produz ácido lático, pois utiliza a glicose a
partir de transformações do glicogênio muscular. a degradação incompleta
da glicose (a glicose é o único combustível metabólico para a glicólise anaeróbica)
produz ácido lático que está relacionado com a fadiga muscular.
Os dois processos juntos fornecem energia para aproximadamente 3 minutos de
atividade extenuante (o caso de exercícios com pesos).O crescimento muscular e a
definição dos músculos em resposta ao treinamento com pesos é decorrente do
aumento das fibras musculares e o aumento significativo da concentração de
glicogênio, ATP e CP dentro das células. O treino com pesos envolve principalmente as fibras de contração
rápida (CR) e em menor quantidade as fibras de contração lenta (CL). Esse tipo
de treino produz dois tipos de sobrecarga:
Tensorial: que é a tensão surgida durante a contração dos
músculos durante o exercício.
Metabólica: que é resultante dos processos de produção de energia
dentro das células.
Para o entendimento do processo de definição muscular deve-se ter
estes conceitos acima descritos bem assimilados.
A sobrecarga metabólica estimula o aumento do acúmulo de glicogênio e
água dentro das células e o resultado desse aumento é a consistência do
músculo mais firme e tonificado. O acúmulo de água é resultante do aumento da
ressíntese de glicogênio muscular depredado durante o treino e que ocorre no
período de recuperação após atividade, este acúmulo pode triplicar em uma pessoa
treinada em relação a um sedentário. Cada grama de glicogênio sintetizado há
produção de 3 gramas de água, daí este acúmulo maior de água para definição muscular utiliza-se repetições mais altas, cargas menores e intervalos mais
curtos para se conseguir uma tonificação e vascularização ideais nos músculos.
Este tipo de treino é conhecido como treinamento de resistência muscular localizada. No treino de definição muscular
as proteínas contráteis e os compostos de energia (ATP, CR e glicogênio)
aumentam sem aumentar a quantidade de mitocôndrias (conhecidas como usinas de
produção de energia na células) dentro das fibras musculares treinadas, mas essa
resposta não prejudica o desempenho nas atividades de força e potência.
Em resumo, não altera a composição básica de fibras musculares (CR e CL) mas
sim a consistência do músculo pelo acúmulo de glicogênio e água, principalmente.
Na alimentação deve-se ter em mente alguns princípios:
Consumir carboidratos complexos (batata, macarrão, arroz, cereais em geral e suplementos a base de maltodextrina)
importante para a ressíntese do glicogênio muscular e hepático.
Diminuir consideravelmente o consumo de sal, pois retém os líquidos
nos compartimentos extracelulares dificultando a definição.
Evitar neste período o consumo de alimentos gorduras e frituras, mas manter a
ingestão de pequenas quantidades de azeite de oliva para o fornecimento de
ácidos graxos essenciais.
Utilizar proteínas de alto valor biológico em quantidades normais, evitando as
que são acompanhadas de muita gordura como a bovina. consumir peixes (atum em
salmoura, por exemplo) carnes brancas e suplementos protéicos.
Consumir uma quantidade moderada de verduras e frutas para manter o fornecimento
de fibras, vitaminas, minerais.
Manter o consumo de adequado para evitar desidratação e suas conseqüências. Não
há estudos que comprovam os benefícios da redução hídrica para a definição muscular.
Enfim para uma definição muscular deve-se ter uma rotina de treino e alimentar
bem planejada e se possível com orientação do professor de educação física
especializado e do nutricionista.
Fonte: www.integralmédica.com.br
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