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O destaque da torcida era o
presidente-ditador Fidel Castro, que compareceu pessoalmente para apoiar o que
viria a ser mais uma conquista de seu país.
A pressão sob o selecionado brasileiro era muito grande. Dentre as últimas
orientações antes do jogo, Maria Helena disse, ao ver as jogadoras acompanhando
a entrada do líder: "nós temos, dentro de nós, um Ser que é muito maior do
que ele".
O equilíbrio estava expresso no placar da primeira metade 44 x 44. No segundo
período, Paula e Hortência uniram suas forças e com a precisão, descrita por
Fidel como a de "raio laser", dividiam as cestas. Os arremessos de três
pontos de Paula eram certeiros: em cinco tentativas, ela acertou quatro cestas.
O time da "ilha do esporte" não resistiu, vitória brasileira por 97 x 76, e o
Brasil se sagrava, de forma invicta, campeão pan-americano. Na entrega da
medalha de ouro às brasileiras, Fidel Castro se rendeu ao talento de Magic
Paula, que naquele final de tarde anotou 24 pontos. Ao lhe entregar a medalha,
pediu para que ela ficasse de costas e, apontando para sua camisa, fez um gesto
negativo com o dedo como se tivesse a intenção de não entregar o ouro à atleta.
É claro, que ele queria entregar a medalha para seu time, mas Paula apareceu e
estragou a festa de Cuba.
"Bruxa", disse Fidel, em tom de brincadeira, referindo-se à estrela.
Realmente ele estava certo, Paula é mágica.
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Em 1992, Paula passa a defender a equipe da
Ponte Preta de Campinas, onde pela primeira vez,
Paula e Hortência jogaram juntas em um clube. Era
o Dream Team.
Em
1994, Paula volta a Piracicaba para defender a
CESP / UNIMEP, ganhando inúmeros
títulos nesta temporada. Mas o principal título
não só da temporada como de sua carreira, foi a
conquista inédita do Campeonato Mundial na
Austrália, desbancando as
americanas, favoritas e fazendo a final com a equipe
chinesa, onde até então, somente EUA e Rússia haviam dividido
este titulo.
Em 1994, segundo ela própria, teve um de seus
sonhos realizados: lançou uma grife. A marca
"Magic Paula" estava em camisetas e
trajes esportivos, incluindo faixa de cabelo que
tornou-se marca registrada da ala /armadora.
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Em 1996,
a consagração para a geração de Magic Paula e
Hortência
foi na Olimpíada de Atlanta. A tão sonhada
medalha Olímpica. Após uma campanha brilhante, o
Brasil disputa a final contra as americanas. A
conquista desta medalha de prata que valeu ouro. |
Em 1997, volta para Campinas e desta vez
para defender a equipe da Microcamp. No ano
seguinte, Paula recusa convite pra jogar na liga
americana WNBA. A proposta financeira não
compensou e não aceitou.
Em 1999 e 2000 defendeu a equipe do BCN /
Osasco e então resolve deixar as quadras após
vinte e oito anos de carreira e vinte e dois anos
defendendo a Seleção Brasileira.
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A
Despedida da Seleção
Paula já havia anunciado seu
afastamento da seleção, aquela
seria a última partida de sua
carreia com a camisa canarinho. 8 mil pessoas
foram ao Ginásio do Ibirapuera para despedir de
sua Mágica e ver a final da Copa das Américas
entre Brasil e Estados Unidos. Paula entra em quadra com
os dizeres no uniforme "Valeu
Brasil", como em outra vezes.
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Paula
arrasou as
americanas e terminou o torneio
como cestinha, melhor jogadora e
melhor em assistências.
Depois
da conquista, o público grita:
"fica Paula, fica".
Mas Paula diz que agora é pra valer: "Gostaria
de estar pensando diferente, mas
um atleta precisa ser inteligente
para saber parar na hora certa e não
entrar no ridículo mais tarde".
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Empresária, tem uma confecção de roupas
esportivas e camisetas em Campinas. "Volta e
meia, desenho alguns modelos, dou palpite",
revela. De uns anos para cá, passou a administrar
seu dinheiro, investindo num sítio em Piracicaba,
onde passa a maior parte do tempo livre, ao lado de
pais e amigos.
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Após
encerrar a carreira como atleta, Paula passou a
ministrar palestras abordando o tema Trabalho
em equipe e Motivação, onde mostra que
as vitórias não acontecem por acaso e que é
preciso muita perseverança, garra e amor para
resultar em conquistas.
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