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Na
Grécia, cada cidade-Estado tem seu calendário, embora todos sejam
semelhantes. A princípio lunares, tornam-se lunissolares. O mais
difundido é o ateniense.
Usado
na Grécia antiga, originário de Atenas, é formado por 12 meses
de 29 (meses cavos) e 30 dias (meses plenos) alternados. Ano de 354
dias, mais curto que o ano solar cerca de 11 dias. Para manter a coincidência
dos meses lunares com o ano solar, os atenienses intercalam um 13º
mês.
Existem
anos de 354 ou 355 dias e outros de 384 ou 385 dias. Para disciplinar o
uso desses diferentes anos, institui-se um ciclo de oito anos, que
compreende cinco anos de 354 e três de 384 (com 30 dias nos meses 3, 5
e 8). O ajuste, para que as festas religiosas sejam celebradas nas
mesmas fases lunares e estações do ano, apresenta uma diferença
(atraso) de 3 dias em 16 anos.
Os atenienses não conhecem a semana, dividem o mês em três dezenas.
Por
volta de 432 a.C., o astrônomo Méton descobre um ciclo de 19 anos, que
permite uma concordância lunissolar muito maior (a cada 19 anos, as
mesmas fases da Lua ocorrem nos mesmos dias do ano). Os atenienses
escrevem a descoberta em letras de ouro no templo de Atenas. De acordo
com o ciclo metônico, os anos 3, 6, 9, 11, 14, 17 e 19 têm 13 meses e
o restante, 12.
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